sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Além do Dom

Por Daniela Costa e Leticia Matsuura

Projeto Quixote dá assistência às crianças e adolescentes que habitam as ruas do centro paulistano.

Em maio deste ano, uma pesquisa divulgada pela Prefeitura de São Paulo trouxe dados alarmantes para a cidade: nos últimos 10 anos, a quantidade de moradores de rua chegou a 13.666 pessoas, um aumento de 57% em relação ao levantamento realizado há 10 anos. Desse total, 448 são menores de idade. Uma das alternativas para esse cenário é o Projeto Quixote, que acolhe crianças e adolescentes das ruas.

Os profissionais saem às ruas com uma mochila lúdica do projeto, que contém recursos para a aproximação, como brinquedos, jogos, bilhetes e fotografias. “A proposta é estabelecer vínculos de forma contínua, coisa que não se tem na rua”, esclarece o educador Artur Mucci, 27 anos.

Após a abordagem, a próxima fase é de aproximação com a família ou com alguém com quem a criança ou adolescente tenha algum vínculo afetivo. Se isso não for possível, o jovem é encaminhando a um CRECA (Centro de Referência da Criança e do Adolescente) mais próximo de sua possível residência e, durante três meses, é dada continuidade ao trabalho de aproximação da família.

Além dos educadores e da coordenadora geral do programa Refugiados Urbanos, Cecília Motta, 57 anos, o grupo conta também com psicólogos e assistentes sociais. O acompanhamento psicológico e social continua sendo feito mesmo após o retorno da criança ou adolescente ao seu lar e se estende para toda a família.

O Quixote mantém ainda o Cine Pipoca, todas as quartas-feiras, que funciona como um atalho para chamar as crianças e jovens ao projeto, conhecer a casa e buscar uma aproximação. A sede do projeto fica na Praça da Republica, 542.

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