quarta-feira, 22 de junho de 2011
sábado, 11 de junho de 2011
A arte de boxear
O boxe ou pugilismo como também conhecido é um esporte de combate. Nele são usados para ataque ou defesa apenas os punhos. Golpes como o cruzado, jabe, direto e gancho compõem o esporte, alem de ter como o nocaute, sparring e os chamados golpes baixos parte do seu vocabulário. Apesar de considerado a Nobre Arte geralmente é praticado pelos os que não dispõe de muitos recursos.
No Brasil, o esporte alcançou a glória nos tempos de Eder Jofre, Maguila, Popó, mas hoje não há mais incentivos. As poucas academias de luta ou de ginástica que existem com o esporte chegam a populariza-lo mas como atividades complementares a treinos de MMA (Mixed Martial Arts) ou UFC (Ultimate Fighting Championship) onde estão nomes como Anderson Silva, Mauricio Shogun, Lyoto Machida, Vitor Belfort entre outros. "O boxe faz parte desse universo mas muitos só o fazem para complementar os seus treinamentos", comenta a atleta Eliane Albertini, 29 anos.
Apesar de não haver referências hoje no país, na Bahia destaca-se apesar do pouco recurso, os irmãos gêmeos Rodrigo e Rogério Nogueira conhecidos por praticarem as lutas no extinto Pride, evento de lutas realizadas no Japão e também no UFC onde são conhecidos como Minotouro e Minotauro.
No mundo atualmente investem no boxe, Cuba com escolas e incentivos para as olimpíadas e também as Filipinas com Manny Pacquiao um dos maiores nomes do esporte hoje. “Fico triste em dizer, mas o boxe está muito mais nas lembranças e nos vídeos na internet do que nas academias”, lamenta a atleta.
Dividido em modalidades como peso-pena, pena-leve, peso-mosca, peso pesado e os demais, a categoria que o atleta irá fazer parte será nomeada pelo seu peso seguindo tabelas determinadas pelo organizador da luta como a OMB (Organização Mundial de Boxe), AMB (Associação Mundial de Boxe) ou a FIB (Federação Internacional de Boxe).
Mesmo sem incentivo o esporte tem seus adoradores e além de homens, mulheres também se rendem à luta excluindo o pré-conceito do esporte ser masculino. “Treinei em uma academia onde a maioria eram mulheres. Depois que mudei, procurei outra academia, mas as mulheres continuam reinando. Não há preconceito no boxe. Aliás, vários homens nos admiram pois os treinos são muito puxados e damos conta”, esclarece Eliane.
Assim como muitas mulheres, Eliane procurou o esporte pelo condicionamento físico proporcionado. O exercício é completo, nele estão a resistência, força, equilíbrio, raciocínio e aeróbico. Já foi comprovado que em um treino de 1h30’ de boxe pode se perder ate 600 calorias. Energiza corpo, mente e você sai relaxado e fortalecido.
A dica está dada. Aos que odeiam o tal de "puxar ferro" ou de "morrer na esteira", o boxe é uma ótima alternativa.
A dica está dada. Aos que odeiam o tal de "puxar ferro" ou de "morrer na esteira", o boxe é uma ótima alternativa.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Economia e limpeza
Coleta e reciclagem de óleo usado viram atos de cidadania
Por Daniela Costa e Daniele Catarine
Prefeituras, ONGs e instituições preocupadas com o meio ambiente adotam cada vez mais ações como a de coleta e reciclagem de óleo de cozinha. Este óleo é residual de frituras e, quando jogado em pias ou ralos, pode causar grandes danos às tubulações e ao meio ambiente.
A padaria Palma de Ouro, localizada na Rua Japurá 22, Bela Vista em parceria com a ONG RetiÓleo, aderiu à prática. “A idéia da coleta foi uma alternativa encontrada para o problema no encanamento do prédio, que é velho, mas depois vimos que essa era a melhor opção”, diz o gerente do turno da manhã, João Paulo da Silva, 35 anos.
Segundo o gerente, o óleo é recolhido em grande quantidade uma vez por semana ou quando há necessidade. São deixados pela empresa dois galões de 50 litros que, quando cheios, são retirados em uma espécie de troca. “Entregamos o óleo queimado e em troca são nos doados produtos de limpeza, como sabão e detergente”, diz o gerente.
A padaria também é um ponto de coleta para frequentadores e moradores da região. Os interessados deixam o material com funcionários e estes juntam com os outros resíduos. “Tentamos orientar funcionários e frequentadores de maneira que não vá prejudicar o meio ambiente e a empresa”, diz João Paulo.
Além da coleta do óleo feita na padaria, a ONG faz a reciclagem do material, que é transformado em massa para fabricação de vidros. “Com a fabricação da massa, a partir da reciclagem do óleo, o resultado é a diminuição do custo da matéria-prima. Substitui-se o óleo de linhaça pelo óleo soja queimado e a economia é de até 350%”, diz Neymar Pereira dos Santos, 56 anos, administrador da ONG.
domingo, 15 de maio de 2011
Uma vila, um bairro
Hospital Santa Casa de Misericordia
Das chácaras dos barões do café à revalorização atual do centro: conheça um pouco da história da Vila Buarque
Mariana Puzzuoli e Daniela Costa
Poucos conhecem a real história do bairro Vila Buarque. Seu início se deu em 1894, quando a chácara do Senador Antonio Pinto do Rego Freitas foi vendida pelos seus herdeiros para dois engenheiros. Um deles deu o nome ao bairro: o engenheiro de obras Manuel Buarque de Macedo.
O bairro mudou de acordo com os anos, acompanhando a época ilustre do coração de São Paulo, época dos barões de café, e também a sua decadência, decorrente da crise de 29, conta Roberto Merizo, 65 anos, empresário, nascido e criado na região. Ouviu essas histórias desde sempre, não só por morar no bairro, mas porque sua mãe era historiadora.
Segundo Roberto, sua mãe também contava que o espaço era uma grande chácara, que, depois de vendida, deu origem a um bairro. Isso nos idos de 1890. “Buarque era o dono da região e o espaço começou a ser chamado de vila, e vem daí o nome atual”, diz.
Nos anos 1960, muitas boates se concentraram na região, criando-se o estereótipo de que, durante o dia, ouvia-se o correr dos portões da Santa Casa de Misericórdia e, à noite, o barulho dos notívagos.
A região, que é cortada pelo Elevado Costa e Silva, sofreu com a desvalorização dos imóveis na década de 70. Hoje, segundo dados da Prefeitura, a Vila Buarque está em processo de revitalização, como boa parte dos bairros do centro. Hoje abriga importantes instituições, como o Senac, o Sesc Consolação e a Escola e Teatro Aliança Francesa, entre outras.
sábado, 30 de abril de 2011
domingo, 24 de abril de 2011
Programa de Rádio - YAHOO FM!
Programa de rádio feito por Ana Carolina Silvério, Camila Tuccilo, Daniela Costa, Eduardo Huada, Giovanna Braga e Tamires Paulinho
sexta-feira, 11 de março de 2011
Adeus bagulho!
Projeto da Prefeitura evita o despejo de objetos em vias públicas
Por Daniela Costa e Daniele Alexandre
O projeto Cata-Bagulho recolhe todos aqueles objetos inservíveis que ficariam esperando uma oportunidade para serem despejados de maneira irregular. “Objetos como sofás, colchões em desuso, madeiras e metais são retirados, menos restos de obras”, esclarece a Assessoria de Imprensa da Subprefeitura Sé sobre a confusão frequente.
Na tentativa de mudar o hábito da população, a ação é dividida em Subprefeituras, que são divisões administrativas dos municípios na cidade. Cada sub possui a sua programação. “A operação é feita uma vez por semana em cada distrito até o meio-dia, o material deve ser colocado em frente às casas pontualmente”, comenta a assessoria.
São traçados circuitos pré-estabelecidos abrangendo a Subprefeitura do trajeto, sempre em perímetros. Após o horário determinado, não haverá mais coleta do material no mesmo dia. Caso isso aconteça os interessados podem deixar o material disponível nos chamados ECOPONTOS. O mais próximo está localizado no Baixos do Viaduto Glicério, Centro, e funciona de segunda à sexta-feira das 8h às 18h e sábados, domingos e feriados, das 7h às 14h.
Os Ecopontos são pontos para entrega desses materiais, em dias não programados, mas com cotas. Podem ser depositados diariamente apenas 1m³ , o que equivale a 1 caixa d`água cheia. Se superior, é necessário solicitar uma caçamba cadastrada pela Prefeitura. Também há a alternativa de contatar a Central de Triagem de Lixo eletrônico que recolhe e aproveita eletrodomésticos.
Mais informações sobre os dias e locais da operação Cata Bagulho no seu Bairro estão no site da prefeitura: www.prefeitura.sp.gov.br
terça-feira, 1 de março de 2011
WIN
"A Rede Social" ganhou os prêmios de montagem, roteiro adaptado e trilha sonora original. Os prêmios de melhor longa-metragem de animação e melhor canção original ficaram para o "Toy Story". No "Alice no País das Maravilhas' foram o melhor figuro e direção de arte e para o "O Vencedor" saiu o de melhor ator e atriz coadjuvante.
Na categoria documentário estava concorrendo o brasileiro "Lixo Extraordinário" do artista plástico Vik Muniz, mas perdeu para "Inside Job". O documentário de Vik mostra a sobrevivência e o drama dos catadores de lixo do Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro, o maior aterro sanitário da América Latina.
A cerimônia de entrega dos prêmios aconteceu no ultimo domingo à noite (27) no Teatro Kodak, em Hollywood, com apresentação dos atores James Franco e Anne Hathaway.
LISTA COMPLETA:
Melhor direção de arte: “Alice no País das Maravilhas”
Melhor fotografia: “A Origem"
Melhor Atriz Coadjuvante: Melissa Leo, por “O Vencedor”
Melhor curta-metragem de animação: “The Lost Thing”
Melhor longa-metragem de animação: “Toy Story 3″
Melhor Roteiro Adaptado: “A Rede Social”
Melhor Roteiro Original: “O Discurso do Rei”
Melhor filme de língua estrangeira: “In a Better World” (Dinamarca)
Melhor Ator Coadjuvante: Christian Bale, por “O Vencedor”
Melhor trilha sonora original: “A Rede Social” – Trent Reznor e Atticus Ross
Melhor mixagem de som: “A Origem”
Melhor edição de som: “A Origem”
Melhor maquiagem: “O Lobisomem”
Melhor figurino: “Alice no País das Maravilhas”
Melhor documentário (curta-metragem): “Strangers no more”
Melhor curta-metragem: “God of love”
Melhor documentário (longa-metragem): “Inside Job”
Melhores efeitos visuais: “A Origem”
Melhor montagem: “A Rede Social”
Melhor Canção Original: “We Belong Together”, de “Toy Story 3″
Melhor Diretor: Tom Hooper, por “O Discurso do Rei”
Melhor Atriz: Natalie Portman, por “Cisne Negro”
Melhor Ator: Colin Firth, por “O Discurso do Rei”
Melhor Filme: “O Discurso do Rei”
domingo, 27 de fevereiro de 2011
sábado, 26 de fevereiro de 2011
A novela Tiririca
E como mais um capitulo desta novela, agora Tiririca é titular da Comissão de Educação e Cultura da Câmara. Talvez como desabafo às suspeitas anteriores de que era analfabeto. Hoje já esclarecido, sabe-se que o palhaço possui ao menos conhecimento mínimo para ocupar o cargo. Submetido a testes Francisco Everaldo Oliveira Silva, conhecido popularmente como Tiririca foi eleito com mais de 1,3 milhão de votos na ultima eleição. No ranking da categoria perde apenas para Enéas Carneiro, eleito com 1,5 milhão de votos em 2002.
Com campanha polêmica, a partir do uso de jingles como o "Pior que tá não fica". "O que faz um deputado? Eu não sei! Mas vote em mim que depois eu te conto". e “Abestado”, fizeram parte do marketing pessoal do palhaço e tiveram muita repercussão entre críticos, mídia e eleitores. Os que votariam nele falavam em um tal voto de protesto. Isso é comum quando o povo está desiludido com a política. Vários países do mundo já aderiram a prática. No Brasil, fazem parte desta lista Tiririca, Clodovil, Cacareco, macaco Tião e no topo, Êneas sendo o campeão com 1.573 votos.
Empossado no ultimo 1o. de fevereiro, Tiririca foi muito aplaudido pelo fenômeno que alcançou a sua figura caricata. Agora, esperamos ansiosos para mais episódios dessa novela que promete ter muitas emoções para os últimos 4 anos.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Fazer o bem
Com sua ultima edição realizada em outubro, o Dia Mackenzie Voluntário ajuda a escrever uma história de solidariedade
Por Camila Manzano, Daniela Costa, Imani Zoghbi e Juliana Machado
O Dia Mackenzie Voluntário, evento consagrado e de muito sucesso, chegou à sua sétima edição. Promovido pelo Instituto Presbiteriano Mackenzie, o evento inicialmente não era um projeto, mas a comemoração do aniversário da Universidade. A primeira edição contou com 4 mil voluntários e atendeu 57 mil pessoas. De lá pra cá, esse número não para de crescer.
Deu tão certo que, a partir do segundo ano, se transformou e um projeto com objetivos bem claros: formar o caráter ético-social do aluno, movimentar a cultura organizacional da universidade envolvendo professores e funcionários, alimentar o espirito mackenzista e atender a atender e comunidade. "Este ano tivemos cerca de 28 mil voluntários, que atenderam mais de 450 mil pessoas. Os objetivos foram mais que atingidos", diz o Reverendo Marcos Antônio Serjo da Costa, diretor do comitê gestor de Responsabilidade Social e Filantropia do Mackenzie e idealizador do projeto.
O Dia Mackenzie Voluntário está presente em 12 estados, no Distrito Federal e no Paraguai. O evento atende comunidades carentes, em ações que se renovam a cada ano. Assim como cresce o projeto, crescem as atividades que fazem parte dele. É o exemplo da Muralha Cultural liderada pela Profa. Esmeralda Rizzo, diretora do Centro de Comunicação e Letras da Universidade. Presente no Evento desde a primeira edição, a atividade já promoveu a construção de diversas bibliotecas e doações de livros a instituições carentes. Na ultima edição do evento, foram doados 1.712 livros.
Sobre as expectativas para o próximo Dia Mackenzie Voluntário, em 2011. O Reverendo Marcos declara: "Sem muita publicidade, conseguiremos por volta de 40mil voluntários e atenderemos uma estimativa de 600 mil pessoas.
De voluntários a amigos
O ultimo dia do evento teve atividades recreativas para crianças. Inicialmente, a intenção para realizar uma atividade que o líder João Pedro Piragibe, aluno de Jornalismo do Mackenzie, chamou de "mega-ação social". "Eu tinha em mente fazer uma feira de conscientização ambiental, de atividades artísticas, enfim, reunir diversos estandes com iniciativas sociais, mas foi inviável, explica.
A solução foi seguir a mesma proposta do ano, também organizada por ele, em que os voluntários visitaram a Associação Criança Brasil, em Osasco. O estudante ressalta que um grande incentivo foi lato numero de interessados em participar como voluntários. "Deixei abertas 45 vagas. Em pouco tempo esse numero estourou. Isso me fez ter a certeza de que não deixaria de fazer o vento, mesmo que fazer o evento, mesmo que fosse mais difícil", afirma.
Uma da voluntárias foi a estudantes de Biologia Natalia Carvale, 17 anos. Por sua experiência em butês infantis, ela recebeu a missão de participar de atividades de recreação. Eulália Viana, 44 anos, participa há cinco, como voluntária. Casada com um funcionário do Mackenzie e mãe de um aluno da instituição, ela conta: "Acho importante você contribuir, de algum modo, para alguém que precisa", diz. Durante a chegada das crianças ela distribui pirulitos e acompanhou as mais novas nas escalada e no pula-pula.
Doar para quem precisa
Outra das várias atividades do evento, esta com o apoio da Divisão de Arte e Cultura da Universidade, ajudou, pela segunda vez consecutiva, a Casa de Abrigo Damian, um dos núcleos mantidos pelo projeto COR (Centro de Orientação à Família). A entidade atende 22 crianças e adolescentes em estado de abandono. Os produtos são arrecadados conforme a demanda da entidade. "Pedimos à Casa de Abrigo para fazer uma lista do que precisam. Neste ano, foram os materiais de limpeza e higiene pessoal", diz Sandra Vargas, 54 anos, auxiliar de limpeza. Líder desde o inicio deste projeto, Clerio Vieira, 42 anos, contou com a colaboração de seis voluntários. Para ele, "Essa iniciativa desperta a consciência das pessoas na questão do voluntariado".
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Happy B-day SAMPA!!
Titulada como terra da garoa por muitos ou pauliceia desvairada por Mario de Andrade é aqui, uma das maiores metrópoles onde junto a ela que histórias acontecem. A cidade mais acolhedora que existe, hoje faz 457 anos de história.
Nela está presente uma diversidade de etnias, tribos e sonhos que se encontram ou se fundem em algum momento. Por isso alguns dizem que a cidade não tem personalidade. Ué? Mas não será essa?!
Uma vez, Caetano Veloso escreveu uma das mais belas musicas sobre a cidade. Composta em 1978, até hoje cheira a São Paulo.
Happy B-day SAMPA!!!
Sampa
(Caetano Veloso)
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e Av. São João
É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas
Ainda não havia para mim Rita Lee
A tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e avenida São João
Quando eu te encarei frente a frente e não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos mutantes
E foste um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem vem de outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso
Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços
Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva
Pan-Américas de Áfricas utópicas, túmulo do samba
Mas possível novo quilombo de Zumbi
E os Novos Baianos passeiam na tua garoa
E novos baianos te podem curtir numa boa
Que só quando cruza a Ipiranga e Av. São João
É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas
Ainda não havia para mim Rita Lee
A tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e avenida São João
Quando eu te encarei frente a frente e não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos mutantes
E foste um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem vem de outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso
Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços
Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva
Pan-Américas de Áfricas utópicas, túmulo do samba
Mas possível novo quilombo de Zumbi
E os Novos Baianos passeiam na tua garoa
E novos baianos te podem curtir numa boa
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Chuvas que matam
O fato é que há algum tempo a típica chuva de verão deixou de ser apenas um fenômeno da estação e passou a ser um pesadelo para muitos. Da maneira mais estúpida o ano avisa que chegou. Casas, documentos e vidas se tornam coadjuvantes daquela cena e são levadas em grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e sem esquecer da Minas Gerais também atingida.
Em São Paulo, algumas regiões como as zonas leste, sudeste, sul e marginal do rio Pinheiros voltaram a sofrer com as enchentes no ultimo dia 13, bastou alguns minutos e grandes alagamentos foram registrados. Já em Minas, a chuva determinou 70 municípios em estado de emergência.
Segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) do inicio de janeiro até hoje a chuva totalizou 283,3 mm, o equivalente a 99,7% da média esperada para o mês e resultou em 14 mortos e mais de 120 pontos de alagamento, mas foi no Rio de Janeiro que a catástrofe alcançou o horror. O numero ultrapassa o de 300 mortos.
Na tentativa de alertar e salvar o Estado de mais mortes, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec) alertou a Defesa Civil sobre as fortes chuvas previstas, mas ela falhou. O aviso foi dado dias antes por e-mail à todas as Prefeituras e ignorado possibilitando o maior desastre na história do Estado desde 1967.
Diante de tal tragédia, uma reflexão é impossível de não ser feita: todos os anos acontecem os mesmos desastres e em proporções cada vez maiores, mas nada é feito. Quando providências serão tomadas de fato? Não se sabe!
O que chama a atenção é que chuvas acontecem em vários lugares do mundo, mas no Brasil acontecem prejuízos e mortes por falta de: o não aviso das autoridades; a não conscientização da população dos fatores de risco ao habitar morros e encostas sujeitos a deslizamentos, mananciais e várzeas de rios favoráveis a enchentes; áreas que deveriam ser preservadas, imobiliárias constroem aterros e asfalto sem compromisso algum com o coletivo e meio ambiente.
Enquanto a conscientização e providências não são tomadas, a população está aprendendo a ficar atenta ao próprio sinal que a chuva emite, o cheiro de terra molhada.
Em São Paulo, algumas regiões como as zonas leste, sudeste, sul e marginal do rio Pinheiros voltaram a sofrer com as enchentes no ultimo dia 13, bastou alguns minutos e grandes alagamentos foram registrados. Já em Minas, a chuva determinou 70 municípios em estado de emergência.
Segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) do inicio de janeiro até hoje a chuva totalizou 283,3 mm, o equivalente a 99,7% da média esperada para o mês e resultou em 14 mortos e mais de 120 pontos de alagamento, mas foi no Rio de Janeiro que a catástrofe alcançou o horror. O numero ultrapassa o de 300 mortos.
Na tentativa de alertar e salvar o Estado de mais mortes, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec) alertou a Defesa Civil sobre as fortes chuvas previstas, mas ela falhou. O aviso foi dado dias antes por e-mail à todas as Prefeituras e ignorado possibilitando o maior desastre na história do Estado desde 1967.
Diante de tal tragédia, uma reflexão é impossível de não ser feita: todos os anos acontecem os mesmos desastres e em proporções cada vez maiores, mas nada é feito. Quando providências serão tomadas de fato? Não se sabe!
O que chama a atenção é que chuvas acontecem em vários lugares do mundo, mas no Brasil acontecem prejuízos e mortes por falta de: o não aviso das autoridades; a não conscientização da população dos fatores de risco ao habitar morros e encostas sujeitos a deslizamentos, mananciais e várzeas de rios favoráveis a enchentes; áreas que deveriam ser preservadas, imobiliárias constroem aterros e asfalto sem compromisso algum com o coletivo e meio ambiente.
Enquanto a conscientização e providências não são tomadas, a população está aprendendo a ficar atenta ao próprio sinal que a chuva emite, o cheiro de terra molhada.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Um bairro mutante
Por Daniela Costa e Tamires Paulino
Dos barões do café aos estudantes, Santa Cecilia é cada vez, mais comercial
Que o bairro de Santa Cecilia tem bastante história para contar, todo mundo sabe. Mas, que tal contar essa história a partir de depoimentos de moradores e pessoas que contribuiram para a sua construção?
É o caso de Estevão Araujo. Nascido em Alagoas, Estevão, 61 anos, trabalha como segurança. Em 1972, ele resolveu migrar para São Paulo em busca de novas oportunidades e, dois anos depois, já estava morando em Santa Cecilia.
No periodo de seis anos, o alagoano Estevão ajudou a construir a primeira estatua da Praça São Bento e o metrô, enquanto trabalhava na construtora Camargo Correia. Muito antes dele, o bairro passava por profundas transformações. Nascida em terrenos espaçosos, Santa Cecilia era ideal pra que os barões de Café, da época da Politica do Café com Leite (1898-1930), construíssem suas mansões. Entretanto, com a falência desses barões em 1930, as suas casas foram demolidas e iniciou-se a construção dos prédios que predominam na região até hoje.
Quando Estevão chegou à Santa Cecilia, encontrou um bairro muito diferente daquele luxuoso: época em que São Paulo e Minas Gerais ditavam a politica nacional. Data da sua vinda, a construção do Elevado Costa e Silva, popularmente conhecido como "Minhocão". Inicialmente, uma alternativa para o transito, o Elevado acabou atraindo a criminalidade para o local, o que continua a prejudicar o bairro até hoje. Além disso, ocorreu um esvaziamento da região, uma vez que muitas pessoas foram a avenida Paulista.
Estevão morou na rua Piauí e hoje, reside na avenida Higienopolis. Ele conta que a atividade cultural é muito pequena e pouco atrativa aos moradores, o que contribui, na sua opinião, para alta taxa de pessoas que abandonam o bairro. Outro motivo para que isso aconteça é o alto numero de assaltos.
Outrora residencial, o bairro tem se tornando cada vez mais comercial, principalmente a partir da chegada do metrô.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Lembrança árdua
(Conto para a disciplina de Construção de Narrativas da faculdade)
Por Daniela Costa
Não entendia o que na verdade acontecera. Era muito cedo e não conhecia nenhuma das pessoas que ali estavam, achei que fosse um sonho e voltei a dormir. Acordei novamente e me deparei com elas de novo, estavam desta vez encapuzadas. Quieta em meu canto, comecei a observar o buraco que estava.
A casa era escura, cheirava a vazamentos, o som de goteiras era evidente, podia sentir uma a uma caindo naquele chão gelado. Era um dia frio, nublado, chuva na janela. Aqueles dias que entristecem a alma sabe? Olhei ao meu redor essas pessoas que falei no inicio me observavam como se eu estivesse fazendo algo errado. Mas como, se nem sabia o porque estava ali?
Do nada me veio a imagem de pessoas queridas a cabeça. Era só isso que conseguia pensar, no quanto eu gostaria de estar na minha casa como todos os outros dias e flashbacks me vinham com situações engraçadíssimas e ri alto. Só ouvi a voz: “Cale a boca, menina!"
Foi como se a partir daquele momento a ficha tivesse caído. O medo tomou conta de mim e duvidas perambulavam na minha cabeça: ”O que estou fazendo aqui? Por que eu? Como vim para cá? Tenho apenas 13 anos de idade, o que querem comigo? ”Com muito medo, coisas horrendas passaram em minha cabeça, como: “Será que eles querem abusar de mim? E aquela história de trafico de crianças que vi outro dia no noticiário da TV junto com a mamãe?
Bom, algo me dizia: “Isabela, mexa-se. Seja o que for, você precisa sair daqui”. E só me passava isso na cabeça. Então comecei a arquitetar meu plano minuciosamente, acho que essa a palavra (risos).
Enquanto a única mulher do bando ia buscar algo para comer, comecei a vasculhar os cantos daquele muquifo, mas sem fazer barulho algum. Ao que ouvi passos distantes, tratei de voltar a minha posição, sentada em um colchão fino e sujo.
A mulher me olhara de maneiraes, me observava como se analisasse algo. Aquela sensação de ser observada me dava um frio na espinha. Afinal, não sabia o que se passava em seus pensamentos. Comia aquela comida, sem sal e aguada com um desdenho, mas não me tinha outra alternativa: “Ou comia aquilo ou ficava com fome”.
Adormeci ou melhor fingi que adormeci para tentar ouvir algum dialogo. Eis que quando acharam que realmente dormi, cochichos começaram. A vontade de olhar os seus rostos era imensa, mas não podia, tinha que ser paciênte naquele momento.
Um homem dizia nervoso: “Olha onde nos meteu? Essa sua ganância, ainda irá nos ferrar! Só eu mesmo para entrar nos seus planos”. - Aquela voz não era estranha. Reconheci, a voz era do caseiro de minha casa. Será um seqüestro? Por que isso, afinal meus pais o tinha como membro da família, participava de reuniões, confiava todas as chaves da casa, compartilhava anseios.
Outra voz, agora feminina dizia: “Ora, seu frouxo! Não vamos nos meter em enrascada nenhuma. Só vamos pedir algum dinheiro e logo soltamos a menina”. Minha intuição estava certa, fiquei revoltada com tamanha ingratidão de ambos. A voz feminina era a da empregada, o caseiro e ela pareciam amigos mas nunca imaginei que tramavam algo e juntos. Afinal, ela era um amor, fazia doces e me contava piadas o tempo todo em casa.
Meu Deus, não parava de pensar se meus pais estavam bem, porque eles poderiam perfeitamente ter feito algo contra os dois. E se não fizeram, eles devem estar preocupadíssimos com minha ausência.
Depois de ouvir a conversa, o ódio bateu nos meus olhos. A vontade de sair daquele lugar pavoroso tomou conta do meu ser. Tinha que sair dali e rápido. Não sabia do que aquelas pessoas que achei que conhecia seriam capazes daqui por diante.
Passou-se os dias e eles não me davam espaço. Vi o dia amanhecer e anoitecer, isso umas cinco vezes, depois perdi as contas. Já estava fraca, pois não conseguia comer a comida que me ofereciam e para me manter “saudável” me forçavam a comer, ao tom de ameaças: “Come, se não quem irá sofrer ainda mais que você, serão os seus pais!” – Com muito medo do que aqueles loucos poderiam fazer, comia e depois vomitava.
Um dia me disseram que falaria com meus pais. Não entendi e ao mesmo tempo fiquei feliz e também triste, pois não sabia o que tramavam. Me passaram o celular e quem atendeu foi mamãe, com uma voz trêmula e chorosa e eu disse: “Alô, mamãe! Sou eu, venha me buscar. Não aguento mais. – Ela respondera: “Minha filha, diga onde está! Iremos busca-la, a amamos muito e independente de qualquer queremos você conosco”.
Logo após a ultima palavra de mamãe, senti alguém com um lenço envolvendo algum liquido em meu nariz e adormeci. Era éter. Ao acordar, estava agitada e enchi os “seqüestradores” de perguntas e só ouvia: ”Cale a boca, menina cretina”.
Depois disso, me veio a cabeça que para ter chegado até aquele buraco, devem ter feito a mesma coisa. Lembro-me que cheguei da escola, após um dia bem agitado e cansada depois de uma prova difícil, ao abrir a porta de casa, apaguei!
Apos esse primeiro contato, os outros se tornaram frequentes. Um desses dias, o celular estava próximo e não vi ninguém a vista. Tratei de ligar rapidamente para casa e contei tudo a meus pais e eles disseram que a policia já estava a minha procura. Desliguei o celular e tentei fugir, uma das pessoas do bando aparece e eu disfarço.
Chegam todo o resto do bando bem nervosos, a base de xingamentos e dizem que não sabem o que fazer com o corpo e eu não entendia nada. Até que um dele disse que o caseiro, havia sido morto acidentalmente, por Edson, um dos que outros homens que ali estavam.
Saíram e eu encontrei uma brecha para fugir. Não reconhecia nada e peguei carona com a primeira pessoa que vi e parei em posto policial. Me identifiquei como Isabela Castro, de 13 anos, desaparecida a dois meses. Depois me disseram que eu estava no centro velho de São Paulo, não conhecia nada ali, sempre morei no interior, Jaboticabal.
A policia base da região contatou outros postos e logo meus pais vieram ao meu encontro. Ao afago de seus braços, chegou ao fim aqueles dias intermináveis ao lado daqueles seres desprezíveis.
Hoje, já com 24 anos e formada, lembro-me da história arduamente e luto para colocar na cadeia todo resto do bando que me trouxeram os dias mais infelizes de toda a minha vida. Restam apenas dois.
Assinar:
Postagens (Atom)









