sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Chuvas que matam

O fato é que há algum tempo a típica chuva de verão deixou de ser apenas um fenômeno da estação e passou a ser um pesadelo para muitos. Da maneira mais estúpida o ano avisa que chegou. Casas, documentos e vidas se tornam coadjuvantes daquela cena e são levadas em grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e sem esquecer da Minas Gerais também atingida.

Em São Paulo, algumas regiões como as zonas leste, sudeste, sul e marginal do rio Pinheiros voltaram a sofrer com as enchentes no ultimo dia 13, bastou alguns minutos e grandes alagamentos foram registrados. Já em Minas, a chuva determinou 70 municípios em estado de emergência.

Segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) do inicio de janeiro até hoje a chuva totalizou 283,3 mm, o equivalente a 99,7% da média esperada para o mês e resultou em 14 mortos e mais de 120 pontos de alagamento, mas foi no Rio de Janeiro que a catástrofe alcançou o horror. O numero ultrapassa o de 300 mortos.

Na tentativa de alertar e salvar o Estado de mais mortes, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec) alertou a Defesa Civil sobre as fortes chuvas previstas, mas ela falhou. O aviso foi dado dias antes por e-mail à todas as Prefeituras e ignorado possibilitando o maior desastre na história do Estado desde 1967.

Diante de tal tragédia, uma reflexão é impossível de não ser feita: todos os anos acontecem os mesmos desastres e em proporções cada vez maiores, mas nada é feito. Quando providências serão tomadas de fato? Não se sabe!

O que chama a atenção é que chuvas acontecem em vários lugares do mundo, mas no Brasil acontecem prejuízos e mortes por falta de: o não aviso das autoridades; a não conscientização da população dos fatores de risco ao habitar morros e encostas sujeitos a deslizamentos, mananciais e várzeas de rios favoráveis a enchentes; áreas que deveriam ser preservadas, imobiliárias constroem aterros e asfalto sem compromisso algum com o coletivo e meio ambiente.

Enquanto a conscientização e providências não são tomadas, a população está aprendendo a ficar atenta ao próprio sinal que a chuva emite, o cheiro de terra molhada. 






Um comentário:

  1. Parabéns, Amiga, linda matéria é uma pena que esteja sendo sobre uma péssima visão de nosso País, espero que essas chuvas deêm tréguas, a população já sabe do que a Natureza é capaz.
    Aliás espero que tenham entendido o recado....CHEGA DE LIXO NAS RUAS!!!! CUIDEM DO MEIO AMBIENTE!!!!

    Eu estou fazendo a minha parte, mas sozinha não posso mudar, precisamos de todos!!!!!

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