sábado, 30 de abril de 2011

domingo, 24 de abril de 2011

Programa de Rádio - YAHOO FM!

 

Programa de rádio feito por Ana Carolina Silvério, Camila Tuccilo, Daniela Costa, Eduardo Huada, Giovanna Braga e Tamires Paulinho

sexta-feira, 11 de março de 2011

Adeus bagulho!

Projeto da Prefeitura evita o despejo de objetos em vias públicas

Por Daniela Costa e Daniele Alexandre


O projeto Cata-Bagulho recolhe todos aqueles objetos inservíveis que ficariam esperando uma oportunidade para serem despejados de maneira irregular. “Objetos como sofás, colchões em desuso, madeiras e metais são retirados, menos restos de obras”, esclarece a Assessoria de Imprensa da Subprefeitura Sé sobre a confusão frequente.  

Na tentativa de mudar o hábito da população, a ação é dividida em Subprefeituras, que são divisões administrativas dos municípios na cidade. Cada sub possui a sua programação. “A operação é feita uma vez por semana em cada distrito até o meio-dia, o material deve ser colocado em frente às casas pontualmente”, comenta a assessoria.  

São traçados circuitos pré-estabelecidos abrangendo a Subprefeitura do trajeto, sempre em perímetros. Após o horário determinado, não haverá mais coleta do material no mesmo dia. Caso isso aconteça os interessados podem deixar o material disponível nos chamados ECOPONTOS. O mais próximo está localizado no Baixos do Viaduto Glicério, Centro, e funciona de segunda à sexta-feira das 8h às 18h e sábados, domingos e feriados, das 7h às 14h.  

Os Ecopontos são pontos para entrega desses materiais, em dias não programados, mas com cotas. Podem ser depositados diariamente apenas 1m³ , o que equivale a 1 caixa d`água cheia. Se superior, é necessário solicitar uma caçamba cadastrada pela Prefeitura. Também há a alternativa de contatar a Central de Triagem de Lixo eletrônico que recolhe e aproveita eletrodomésticos.  

Mais informações sobre os dias e locais da operação Cata Bagulho no seu Bairro estão no site da prefeitura: www.prefeitura.sp.gov.br

terça-feira, 1 de março de 2011

WIN


"O Discurso do Rei" e "A Origem" foram os que mais ganharam prêmios no Oscar. Foram no total oito estatuetas.  O Filme britânico levou os prêmios de melhor filme, diretor, roteiro original e ator, já o filme do Leonardo de Caprio levou a fotografia, mixagem de som, edição e efeitos visuais.   
"A Rede Social" ganhou os prêmios de montagem, roteiro adaptado e trilha sonora original. Os prêmios de melhor longa-metragem de animação e melhor canção original ficaram para o "Toy Story". No "Alice no País das Maravilhas' foram o melhor figuro e direção de arte e para o "O Vencedor" saiu o de melhor ator e atriz coadjuvante.
Na categoria documentário estava concorrendo o brasileiro "Lixo Extraordinário" do artista plástico Vik Muniz, mas perdeu para "Inside Job". O documentário de Vik mostra a sobrevivência e o drama dos catadores de lixo do Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro, o  maior aterro sanitário da América Latina. 
A cerimônia de entrega dos prêmios aconteceu no ultimo domingo à noite (27) no Teatro Kodak, em Hollywood, com apresentação dos atores James Franco e Anne Hathaway.
LISTA COMPLETA: 
Melhor direção de arte: “Alice no País das Maravilhas”
Melhor fotografia: “A Origem"
Melhor Atriz CoadjuvanteMelissa Leo, por “O Vencedor”
Melhor curta-metragem de animação: “The Lost Thing”
Melhor longa-metragem de animação“Toy Story 3″
Melhor Roteiro Adaptado: “A Rede Social”
Melhor Roteiro Original: “O Discurso do Rei”
Melhor filme de língua estrangeira: “In a Better World” (Dinamarca)
Melhor Ator Coadjuvante: Christian Bale, por “O Vencedor”
Melhor trilha sonora original: “A Rede Social” – Trent Reznor e Atticus Ross
Melhor mixagem de som: “A Origem”
Melhor edição de som: “A Origem”
Melhor maquiagem: “O Lobisomem”
Melhor figurino: “Alice no País das Maravilhas”
Melhor documentário (curta-metragem): “Strangers no more”
Melhor curta-metragem: “God of love”
Melhor documentário (longa-metragem): “Inside Job”
Melhores efeitos visuais: “A Origem”
Melhor montagem: “A Rede Social”
Melhor Canção Original: “We Belong Together”, de “Toy Story 3″
Melhor Diretor: Tom Hooper, por “O Discurso do Rei”
Melhor Atriz Natalie Portman, por “Cisne Negro”
Melhor Ator: Colin Firth, por “O Discurso do Rei”
Melhor Filme: “O Discurso do Rei”

domingo, 27 de fevereiro de 2011

OSCAR 2011

Quem irá levar? 



sábado, 26 de fevereiro de 2011

A novela Tiririca








Com campanha polêmica, a partir do uso de jingles como o "Pior que tá não fica". "O que faz um deputado? Eu não sei! Mas vote em mim que depois eu te conto". e “Abestado”, fizeram parte do marketing pessoal do palhaço e  tiveram muita repercussão entre críticos, mídia e eleitores. Os que votariam nele falavam em um tal voto de protesto. Isso é comum quando o povo está desiludido com a política. Vários países do mundo já aderiram a prática. No Brasil, fazem parte desta lista Tiririca, Clodovil, Cacareco, macaco Tião e no topo, Êneas sendo o campeão com 1.573 votos.
 
Empossado no ultimo 1o. de fevereiro, Tiririca foi muito aplaudido pelo fenômeno que alcançou a sua figura caricata. Agora, esperamos ansiosos para mais episódios dessa novela que promete ter muitas emoções para os últimos 4 anos. 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Fazer o bem

Com sua ultima edição realizada em outubro, o Dia Mackenzie Voluntário ajuda a escrever uma história de solidariedade

Por Camila Manzano, Daniela Costa, Imani Zoghbi e Juliana Machado

 
                                               
O Dia Mackenzie Voluntário, evento consagrado e de muito sucesso, chegou à sua sétima edição. Promovido pelo Instituto Presbiteriano Mackenzie, o evento inicialmente não era um projeto, mas a comemoração do aniversário da Universidade. A primeira edição contou com 4 mil voluntários e atendeu 57 mil pessoas. De lá pra cá, esse número não para de crescer. 
Deu tão certo que, a partir do segundo ano, se transformou e um projeto com objetivos bem claros: formar o caráter ético-social do aluno, movimentar a cultura organizacional da universidade envolvendo professores e funcionários, alimentar o espirito mackenzista e atender a atender e comunidade. "Este ano tivemos cerca de 28 mil voluntários, que atenderam mais de 450 mil pessoas. Os objetivos foram mais que atingidos", diz o Reverendo Marcos Antônio Serjo da Costa, diretor do comitê gestor de Responsabilidade Social e Filantropia do Mackenzie e idealizador do projeto.
O Dia Mackenzie Voluntário está presente em 12 estados, no Distrito Federal e no Paraguai. O evento atende comunidades carentes, em ações que se renovam a cada ano. Assim como cresce o projeto, crescem as atividades que fazem parte dele. É o exemplo da Muralha Cultural liderada pela Profa. Esmeralda Rizzo, diretora do Centro de Comunicação e Letras da Universidade. Presente no Evento desde a primeira edição, a atividade já promoveu a construção de diversas bibliotecas e doações de livros a instituições carentes. Na ultima edição do evento, foram doados 1.712 livros.
Sobre as expectativas para o próximo Dia Mackenzie Voluntário, em 2011. O Reverendo Marcos declara: "Sem muita publicidade, conseguiremos por volta de 40mil voluntários e atenderemos uma estimativa de 600 mil pessoas.

De voluntários a amigos

O ultimo dia do evento teve atividades recreativas para crianças. Inicialmente, a  intenção para realizar uma atividade que o líder João Pedro Piragibe, aluno de Jornalismo do Mackenzie, chamou de "mega-ação social". "Eu tinha em mente fazer uma feira de conscientização ambiental, de atividades artísticas, enfim, reunir diversos estandes com iniciativas sociais, mas foi inviável, explica. 
A solução foi seguir a mesma proposta do ano, também organizada por ele, em que os voluntários visitaram a Associação Criança Brasil, em Osasco. O estudante ressalta que um grande incentivo foi lato numero de interessados em participar como voluntários. "Deixei abertas 45 vagas. Em pouco tempo esse numero estourou. Isso me fez ter a certeza de que não deixaria de fazer o vento, mesmo que fazer o evento, mesmo que fosse mais difícil", afirma. 
Uma da voluntárias foi a estudantes de Biologia Natalia Carvale, 17 anos. Por sua experiência em butês infantis, ela recebeu a missão de participar de atividades de recreação. Eulália Viana, 44 anos, participa há cinco, como voluntária. Casada com um funcionário do Mackenzie e mãe de um aluno da instituição, ela conta: "Acho importante você contribuir, de algum modo, para alguém que precisa", diz. Durante a chegada das crianças  ela distribui pirulitos e acompanhou as mais novas nas escalada e no pula-pula.                                                   
Doar para quem precisa
                                                                                                                Outra das várias atividades do evento, esta com o apoio  da Divisão de Arte e Cultura da Universidade, ajudou, pela segunda vez consecutiva, a Casa de Abrigo Damian, um dos núcleos mantidos pelo projeto COR (Centro de Orientação à Família). A entidade atende 22 crianças e adolescentes em estado de abandono.                                                                                 Os produtos são arrecadados conforme a demanda da entidade. "Pedimos à Casa de Abrigo para fazer uma lista do que precisam. Neste ano, foram os materiais de limpeza e higiene pessoal", diz Sandra Vargas, 54 anos, auxiliar de limpeza. Líder desde o inicio deste projeto, Clerio Vieira, 42 anos, contou com a colaboração de seis voluntários. Para ele, "Essa iniciativa desperta a consciência das pessoas na questão do voluntariado".



terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Happy B-day SAMPA!!


Titulada como terra da garoa por muitos ou pauliceia desvairada por Mario de Andrade é aqui, uma das maiores metrópoles onde junto a ela que histórias acontecem. A cidade mais acolhedora que existe, hoje faz 457 anos de história. 

Nela está presente uma diversidade de etnias, tribos e sonhos que se encontram ou se fundem em algum momento. Por isso alguns dizem que a cidade não tem personalidade. Ué? Mas não será essa?!

Uma vez, Caetano Veloso escreveu uma das mais belas musicas sobre a cidade. Composta em 1978, até hoje cheira a São Paulo.

Happy B-day SAMPA!!!

Sampa
(Caetano Veloso)

Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e Av. São João
É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas
Ainda não havia para mim Rita Lee
A tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e avenida São João

Quando eu te encarei frente a frente e não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos mutantes
E foste um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem vem de outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso

Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços
Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva
Pan-Américas de Áfricas utópicas, túmulo do samba
Mas possível novo quilombo de Zumbi
E os Novos Baianos passeiam na tua garoa
E novos baianos te podem curtir numa boa

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Chuvas que matam

O fato é que há algum tempo a típica chuva de verão deixou de ser apenas um fenômeno da estação e passou a ser um pesadelo para muitos. Da maneira mais estúpida o ano avisa que chegou. Casas, documentos e vidas se tornam coadjuvantes daquela cena e são levadas em grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e sem esquecer da Minas Gerais também atingida.

Em São Paulo, algumas regiões como as zonas leste, sudeste, sul e marginal do rio Pinheiros voltaram a sofrer com as enchentes no ultimo dia 13, bastou alguns minutos e grandes alagamentos foram registrados. Já em Minas, a chuva determinou 70 municípios em estado de emergência.

Segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) do inicio de janeiro até hoje a chuva totalizou 283,3 mm, o equivalente a 99,7% da média esperada para o mês e resultou em 14 mortos e mais de 120 pontos de alagamento, mas foi no Rio de Janeiro que a catástrofe alcançou o horror. O numero ultrapassa o de 300 mortos.

Na tentativa de alertar e salvar o Estado de mais mortes, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec) alertou a Defesa Civil sobre as fortes chuvas previstas, mas ela falhou. O aviso foi dado dias antes por e-mail à todas as Prefeituras e ignorado possibilitando o maior desastre na história do Estado desde 1967.

Diante de tal tragédia, uma reflexão é impossível de não ser feita: todos os anos acontecem os mesmos desastres e em proporções cada vez maiores, mas nada é feito. Quando providências serão tomadas de fato? Não se sabe!

O que chama a atenção é que chuvas acontecem em vários lugares do mundo, mas no Brasil acontecem prejuízos e mortes por falta de: o não aviso das autoridades; a não conscientização da população dos fatores de risco ao habitar morros e encostas sujeitos a deslizamentos, mananciais e várzeas de rios favoráveis a enchentes; áreas que deveriam ser preservadas, imobiliárias constroem aterros e asfalto sem compromisso algum com o coletivo e meio ambiente.

Enquanto a conscientização e providências não são tomadas, a população está aprendendo a ficar atenta ao próprio sinal que a chuva emite, o cheiro de terra molhada. 






sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Um bairro mutante

Por Daniela Costa e Tamires Paulino

Dos barões do café aos estudantes, Santa Cecilia é cada vez, mais comercial

Que o bairro de Santa Cecilia tem bastante história para contar, todo mundo sabe. Mas, que tal contar essa história a partir de depoimentos de moradores e pessoas que contribuiram para a sua construção? 

É o caso de Estevão Araujo. Nascido em Alagoas, Estevão, 61 anos, trabalha como segurança. Em 1972, ele resolveu migrar para São Paulo em busca de novas oportunidades e, dois anos depois, já estava morando em Santa Cecilia.

No periodo de seis anos, o alagoano Estevão ajudou a construir a primeira estatua da Praça São Bento e o metrô, enquanto trabalhava na construtora Camargo Correia. Muito antes dele, o bairro passava por profundas transformações. Nascida em terrenos espaçosos, Santa Cecilia era ideal pra que os barões de Café, da época da Politica do Café com Leite (1898-1930), construíssem suas mansões. Entretanto, com a falência desses barões em 1930, as suas casas foram demolidas e iniciou-se a construção dos prédios que predominam na região até hoje.

Quando Estevão chegou à Santa Cecilia, encontrou um bairro muito diferente daquele luxuoso: época em que São Paulo e Minas Gerais ditavam a politica nacional. Data da sua vinda, a construção do Elevado Costa e Silva, popularmente conhecido como "Minhocão". Inicialmente, uma alternativa para o transito, o Elevado acabou atraindo a criminalidade para o local, o que continua a prejudicar o bairro até hoje. Além disso, ocorreu um esvaziamento da região, uma vez que muitas pessoas foram a avenida Paulista.

Estevão morou na rua Piauí e hoje, reside na avenida Higienopolis. Ele conta que a atividade cultural é muito pequena e pouco atrativa aos moradores, o que contribui, na sua opinião, para alta taxa de pessoas que abandonam o bairro. Outro motivo para que isso aconteça é o alto numero de assaltos.

Outrora residencial, o bairro tem se tornando cada vez mais comercial, principalmente a partir da chegada do metrô.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Lembrança árdua

(Conto para a disciplina de Construção de Narrativas da faculdade)
Por Daniela Costa

Não entendia o que na verdade acontecera. Era muito cedo e não conhecia nenhuma das pessoas que ali estavam, achei que fosse um sonho e voltei a dormir. Acordei novamente e me deparei com elas de novo, estavam desta vez encapuzadas. Quieta em meu canto, comecei a observar o buraco que estava.

A casa era escura, cheirava a vazamentos, o som de goteiras era evidente, podia sentir uma a uma caindo naquele chão gelado. Era um dia frio, nublado, chuva na janela. Aqueles dias que entristecem a alma sabe? Olhei ao meu redor essas pessoas que falei no inicio me observavam como se eu estivesse fazendo algo errado. Mas como, se nem sabia o porque estava ali?

Do nada me veio a imagem de pessoas queridas a cabeça. Era só isso que conseguia pensar, no quanto eu gostaria de estar na minha casa como todos os outros dias e flashbacks me vinham com situações engraçadíssimas e ri alto. Só ouvi a voz: “Cale a boca, menina!"

Foi como se a partir daquele momento a ficha tivesse caído. O medo tomou conta de mim e duvidas perambulavam na minha cabeça: ”O que estou fazendo aqui? Por que eu? Como vim para cá? Tenho apenas 13 anos de idade, o que querem comigo? ”Com muito medo, coisas horrendas passaram em minha cabeça, como: “Será que eles querem abusar de mim? E aquela história de trafico de crianças que vi outro dia no noticiário da TV junto com a mamãe?

Bom, algo me dizia: “Isabela, mexa-se. Seja o que for, você precisa sair daqui”. E só me passava isso na cabeça. Então comecei a arquitetar meu plano minuciosamente, acho que essa a palavra (risos).

Enquanto a única mulher do bando ia buscar algo para comer, comecei a vasculhar os cantos daquele muquifo, mas sem fazer barulho algum. Ao que ouvi passos distantes, tratei de voltar a minha posição, sentada em um colchão fino e sujo.

A mulher me olhara de maneiraes, me observava como se analisasse algo. Aquela sensação de ser observada me dava um frio na espinha. Afinal, não sabia o que se passava em seus pensamentos. Comia aquela comida, sem sal e aguada com um desdenho, mas não me tinha outra alternativa: “Ou comia aquilo ou ficava com fome”.

Adormeci ou melhor fingi que adormeci para tentar ouvir algum dialogo. Eis que quando acharam que realmente dormi, cochichos começaram. A vontade de olhar os seus rostos era imensa, mas não podia, tinha que ser paciênte naquele momento.

Um homem dizia nervoso: “Olha onde nos meteu? Essa sua ganância, ainda irá nos ferrar! Só eu mesmo para entrar nos seus planos”. - Aquela voz não era estranha. Reconheci, a voz era do caseiro de minha casa. Será um seqüestro? Por que isso, afinal meus pais o tinha como membro da família, participava de reuniões, confiava todas as chaves da casa, compartilhava anseios.

Outra voz, agora feminina dizia: “Ora, seu frouxo! Não vamos nos meter em enrascada nenhuma. Só vamos pedir algum dinheiro e logo soltamos a menina”. Minha intuição estava certa, fiquei revoltada com tamanha ingratidão de ambos. A voz feminina era a da empregada, o caseiro e ela pareciam amigos mas nunca imaginei que tramavam algo e juntos. Afinal, ela era um amor, fazia doces e me contava piadas o tempo todo em casa.

Meu Deus, não parava de pensar se meus pais estavam bem, porque eles poderiam perfeitamente ter feito algo contra os dois. E se não fizeram, eles devem estar preocupadíssimos com minha ausência.

Depois de ouvir a conversa, o ódio bateu nos meus olhos. A vontade de sair daquele lugar pavoroso tomou conta do meu ser. Tinha que sair dali e rápido. Não sabia do que aquelas pessoas que achei que conhecia seriam capazes daqui por diante.

Passou-se os dias e eles não me davam espaço. Vi o dia amanhecer e anoitecer, isso umas cinco vezes, depois perdi as contas. Já estava fraca, pois não conseguia comer a comida que me ofereciam e para me manter “saudável” me forçavam a comer, ao tom de ameaças: “Come, se não quem irá sofrer ainda mais que você, serão os seus pais!” – Com muito medo do que aqueles loucos poderiam fazer, comia e depois vomitava.

Um dia me disseram que falaria com meus pais. Não entendi e ao mesmo tempo fiquei feliz e também triste, pois não sabia o que tramavam. Me passaram o celular e quem atendeu foi mamãe, com uma voz trêmula e chorosa e eu disse: “Alô, mamãe! Sou eu, venha me buscar. Não aguento mais. – Ela respondera: “Minha filha, diga onde está! Iremos busca-la, a amamos muito e independente de qualquer queremos você conosco”.

Logo após a ultima palavra de mamãe, senti alguém com um lenço envolvendo algum liquido em meu nariz e adormeci. Era éter. Ao acordar, estava agitada e enchi os “seqüestradores” de perguntas e só ouvia: ”Cale a boca, menina cretina”.

Depois disso, me veio a cabeça que para ter chegado até aquele buraco, devem ter feito a mesma coisa. Lembro-me que cheguei da escola, após um dia bem agitado e cansada depois de uma prova difícil, ao abrir a porta de casa, apaguei!

Apos esse primeiro contato, os outros se tornaram frequentes. Um desses dias, o celular estava próximo e não vi ninguém a vista. Tratei de ligar rapidamente para casa e contei tudo a meus pais e eles disseram que a policia já estava a minha procura. Desliguei o celular e tentei fugir, uma das pessoas do bando aparece e eu disfarço.

Chegam todo o resto do bando bem nervosos, a base de xingamentos e dizem que não sabem o que fazer com o corpo e eu não entendia nada. Até que um dele disse que o caseiro, havia sido morto acidentalmente, por Edson, um dos que outros homens que ali estavam.

Saíram e eu encontrei uma brecha para fugir. Não reconhecia nada e peguei carona com a primeira pessoa que vi e parei em posto policial. Me identifiquei como Isabela Castro, de 13 anos, desaparecida a dois meses. Depois me disseram que eu estava no centro velho de São Paulo, não conhecia nada ali, sempre morei no interior, Jaboticabal.

A policia base da região contatou outros postos e logo meus pais vieram ao meu encontro. Ao afago de seus braços, chegou ao fim aqueles dias intermináveis ao lado daqueles seres desprezíveis.

Hoje, já com 24 anos e formada, lembro-me da história arduamente e luto para colocar na cadeia todo resto do bando que me trouxeram os dias mais infelizes de toda a minha vida. Restam apenas dois.

domingo, 7 de novembro de 2010

Prefeitura montará esquema especial para reprimir comércio ilegal no GP Brasil de F1

(release de noticia sobre GP de F1 dada pela Prefeitura de São Paulo)

Cerca de 200 funcionários trabalharão 24 horas por dia afim de que corra bem o evento
A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras dará início à ação nessa sexta-feira (05/11). O objetivo é atender da melhor forma possível o publico que frequentará o Autódromo em Interlagos.
No entorno do autódromo estarão espalhados aproximadamente 200 funcionários que farão a limpeza e conservação das vias de acesso, e garantirão a segurança, em parceria com a GCM (Guarda Civil Metropolitana). Juntos irão combater o comércio ilegal durante os dias do evento.
Além da base especial do CCOI (Centro de Controle Integrado) montada em Interlagos, será feitos sobrevôos na área, dando suporte a ação realizada em terra.
A ação contará com equipes das subprefeituras de Capela do Socorro, Pinheiros, Santo Amaro e Vila Mariana, que darão todo o apoio necessário para que tudo ocorra bem.
As barracas com produtos irregulares e também de empresas que visam a promoção, sem a devida autorização para o funcionamento no local, serão fiscalizadas e apreendidas.
Na limpeza e conservação das vias estarão disponíveis 20 veículos afim de dar todo o apoio necessário as equipes no evento.
A organização solicitou à todas as equipes que fiquem a postos e também a emergência presente no local para possíveis acidentes, remoção de arvores, desobstrução de boca-de-lobo, galerias pluviais e córregos.
Segundo o secretário da Coordenação das Subprefeituras, Ronaldo Camargo, o evento movimenta o turismo e economia da cidade. “Todos os anos são realizadas pelas subprefeituras operações especiais como esta em torno de Interlagos com o objetivo de garantir uma boa recepção a todos”, comenta o secretário.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Muito além do inglês e do espanhol

Por Daniela Costa e Leticia Matsuura


Novas opções de idiomas invadem o centro de São Paulo

Os idiomas tratados antes como excêntricos, hoje estão ganhando espaço na escolha de uma nova língua. Francês, italiano, alemão, árabe, chinês, japonês e entre outros se enquadram nessa realidade. Dominar outra língua pode fazer a diferença na procura de emprego. No centro paulistano a demanda desses cursos cresce e vai desde gratuito a pago.

“Todos os dias tem alunos interessados” afirma Maísa Kouris, 29 anos, secretária . Duas vezes ao ano (fevereiro e julho), o Centro Cultural árabe – sírio no Brasil abre inscrições para o curso de cultura e idioma árabe. Apesar da grande procura, a taxa de desistência é muito alta – mais ou menos de 40%, como explicou Kouris. Alguns dos motivos para que isso ocorra são a dificuldade no aprendizado e as diferenças na caligrafia e leitura.

Além de oferecer os cursos tradicionais (inglês e espanhol), há aquelas escolas que trazem na sua bagagem outras alternativas – alemão, francês, italiano, japonês, chinês. “Os que mais procuram chinês e japonês são os jovens”, conta Fabiana Borges, 33 anos, secretária da Skill Idiomas.

O que determina a procura entre os adultos, segundo Fabiana são a necessidade para viagens e mercado de trabalho. Já para as crianças, a iniciativa parte delas, “porque elas gostam da lingua”. Em contrapartida, Maísa, afirma que a maioria da procura do curso árabe é por curiosidade. "Uns 90% dos alunos são brasileiros e 10% descendentes”, aponta a secretária do Centro Cultural árabe.

Muitos jovens já sabem os idiomas básicos, inglês e espanhol. Consequentemente, outras línguas são procuradas. Isso faz com que a linguagem seja valorizada e que os idiomas alternativos aumentem as chances de um salário melhor. “Paga-se bem para quem fala árabe. Há poucos profissionais que a dominam”, diz Kouris.