sábado, 28 de agosto de 2010

Palmada sim ou não?



Por Daniela Costa e Leticia Matsuura
Pedadoga e Professora, Debora é militante pela causa

Lei da Palmada proíbe maus tratos a crianças e adolescentes e abre discussões

O projeto da “Lei da Palmada”, que traz a proibição de qualquer tipo de agressão física à criança e ao adolescente, foi aprovado pelo Presidente Luís Inácio da Silva e enviado ao Congresso em 13 de Julho. O assunto tem provocado reflexão e polêmica.

A pedagoga, Debora Rodrigues Moura, 33 anos, professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie conta com a lei para ajudar na educação do país, impondo o comportamento, mas, ainda segundo ela, “é necessária a conscientização dos pais, afinal eles não nascem sabendo educar!”. Débora argumenta que a conversa sempre é a melhor opção, pois a criança já entende e vai processando o que é certo e errado, além de ajudar na construção da sua personalidade.

Ela lembra de uma determinada situação na escola onde lecionava. Foram colocados em uma única sala 30 alunos da segunda série do ensino fundamental. A sala era dada como problemática pelos próprios educadores. Crianças chegavam com os pés machucados de tijolos, marcas no corpo e feridas expostas. Uma delas manifestava medo exagerado. Diante de qualquer aproximação se escondia sob a mesa.

Outra, batia em seus colegas com atitudes cruéis. Quando sua mãe foi chamada para uma reunião, ela veio bêbada e com um vocabulário bem agressivo. Ficou claro que a criança passava por agressões em casa. Para ela, a nova lei deve inibir esse tipo de comportamento.

Do outro lado, há os que defendem as famosas “palmadinhas”. O estudante, José Marcionilio Barbosa Junior, 16 anos, afirma que apanhava de vez em quando em sua infância, sua educação sem as palmadas seria pior e é totalmente contra ao projeto, achando que a lei tira a autoridade dos pais.

Já a mãe e auxiliar administrativa, Analucia Guastalle Giroto, 23 anos, tem uma postura positiva em relação ao projeto. Afirma que tendo em vista muitas crianças que sofrem maus tratos, o projeto é valido, mas antes deste, poderia ser feito outro projeto no qual fossem estudadas as condições de cada família e que a partir disso fosse dada uma orientação profunda com pessoas especializadas caso a caso.

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